Um sábado iluminado: beatificação de Irmã Benigna e Monsenhor Domingos avançam

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Um sábado iluminado! Assim, começando cedo, com a chegada dos primeiros ônibus, o Recanto Monsenhor Domingos, em Caeté/MG, acolheu mais de 600 fiéis para acompanhar a Missa de Ação de Graças pelo encerramento da fase diocesana do processo de beatificação de Monsenhor Domingos e pela concessão do título de Venerável à Irmã Benigna.

Benigna e Domingos estão cada vez mais próximos da honra dos altares: este foi o motivo da alegria contagiante de cada um que chegava para a celebração que foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Afinal, há poucos dias, em 18 de fevereiro, o Papa Francisco reconheceu as virtudes heroicas da futura santa mineira: Venerável Benigna.

A comemoração tomou conta da manhã que antecedeu a Santa Missa com a distribuição de santinhos, bandeirinhas e a presença da personagem infantil Benigninha, em alusão aos valores e ao exemplo de vida da Venerável Benigna. Em um clima de muita fé, esperança e alegria, as pessoas vindas de MG, RJ, DF e outros estados lotaram o Espaço São José, onde a Missa foi celebrada.

Convidados marcaram a presença da Arquidiocese de Belo Horizonte, das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade, dos Colégios da Rede Piedade de Educação e da Associação dos Amigos de Irmã Benigna além de várias autoridades mineiras como o prefeito da cidade de Congonhas e o vice-prefeito da cidade de Caeté.

Antes da missa, um momento solene centralizou as atenções de todos: o selamento, feito por Dr. Paolo Vilotta, postulador para as Causas dos Santos, órgão do Vaticano responsável por canonizações, para o envio ao Vaticano, da urna com a documentação que marca o encerramento do processo diocesano de Beatificação de Monsenhor Domingos.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, em sua homilia, ressaltou a importância de observarmos a vida e as virtudes de Monsenhor Domingos e Irmã Benigna como exemplo de vida cristã. “Celebrar hoje é acender uma luz de esperança, é iluminar nossos corações com uma resposta que não se encontra no desamor, no ódio, na injustiça, na indiferença, na disputa. É uma luz que se acende para que todos nós, neste caminho quaresmal, nos convençamos: é hora de um novo estilo de vida, é hora de abertura de corações, é hora de darmo-nos as mãos, é hora de escancarar os corações nossos ao amor de nosso Deus”, proferiu Dom Walmor.

Madre Teresa Cristina Leite, em seu discurso, trouxe detalhes da trajetória de vida dos homenageados pontuando-os também com as obras atuais da Congregação no Brasil e na Angola, na África. Encerrando sua fala, chamou o grupo folclórico de congado de Caeté para uma apresentação cultural e concluiu: “Esta é a alegria de Monsenhor Domingos e Irmã Benigna, que vem da simplicidade do povo, da fé santa e sagrada. O canto de Nossa Senhora cantado por aquelas mulheres negras, que inspiraram a vocação de Domingos, também ecoa hoje na África, onde abrimos uma comunidade religiosa. Quando chegamos lá, as mulheres nos receberam cantando. Em um dialeto local, entoavam ‘eu vi o olhar de Deus e Deus olhou pra mim’. O olhar de Deus está nas pessoas, no que há de mais sagrado que é a salvação da humanidade. E, como dizia Irmã Benigna: Jesus tem pressa!”.

O grupo folclórico de congado de Caeté alegrou e movimentou o final da Missa com seus cânticos e danças tradicionais. Ao terminar o desfile na parte interna do Espaço São José, o grupo fez, na parte externa, sua apresentação de despedida após o desfile da Banda Marcial da cidade de Caeté. O céu azul e iluminado fortalecia o brilho das cores das apresentações em uma vibração uníssona com todos os presentes. Era como se Irmã Benigna, ao lado de Monsenhor Domingos, nos sorrisse feliz ao ouvir a música e a festa de seu povo. Afinal, a música guiou a inspiração vocacional de Domingos e a música também muito guiou Irmã Benigna em sua trajetória.

Os presentes aproveitaram a tarde de sábado para conhecer os dois Memoriais destinados aos futuros santos e também para orar junto aos restos mortais de ambos que ficam nos sarcófagos anexos à Igreja do Recanto Monsenhor Domingos.

Veículos da mídia televisiva, impressa e digital estiveram presentes dando ampla cobertura e notoriedade à celebração desta nova etapa rumo à santidade dos dois brasileiros de Minas Gerais que, muito em breve, terão a honra de estarem nos altares dando a certeza de que a santidade pode ser buscada diariamente em nossa vida com ações de empatia, ânimo e muita coragem.

Fotos e cobertura: Zele Comunicação

Presença do evento na mídia