Braille x Empatia: potencializando o sentir e o agir

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Com o objetivo de familiarizar as crianças com as notações do sistema Braille e estimular a empatia em relação às pessoas com deficiência visual, os alunos dos 3ºs anos das professoras Adriana Bernardes e Gilvânia Coimbra, foram convidados a vivenciar a realidade das pessoas com deficiência visual por meio do contato com o texto em Braille.

Utilizando materiais diversos como: sementes de feijão, milho, bolinhas de papel, os alunos estabeleceram espaços de celas na folha ofício e colaram os materiais reproduzindo o sistema de escrita chamado Braille.

Para a atividade, que tinha como tarefa final, a produção de um bilhete em Braille, os alunos assistiram a vídeos onde os próprios deficientes visuais explicavam o sistema Braille, o que são celas e como elas são reproduzidas nos textos. Descobriram que existem livros impressos em Braille e outras tecnologias que buscam maior acessibilidade a esses deficientes.

Além dos vídeos e das orientações das professoras, as crianças tiveram ainda a oportunidade de refletir e conversar sobre a importância da prática da empatia, embasados pelo texto disponível no livro didático de Ciências – pág.99, em Palavra de especialista, e que será disponibilizado  abaixo, como em um convite para que mais pessoas possam ter acesso e também refletir acerca de suas relações e seu posicionamento em sociedade.

IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DA EMPATIA

“A empatia ativa multiplica a potência de sentir e agir. Desempenha um papel fundamental na criação de novas ideias e na transformação da realidade. Já que significa a capacidade de compreender os problemas complexos de hoje sob muitas perspectivas e a capacidade de colaborar para resolvê-los. Também significa ser capaz de ouvir as ideias dos outros tanto quanto articular as suas próprias; ser capaz de liderar uma equipe num dia e participar como membro da mesma equipe no outro. Demanda capacidade para conhecer seus próprios sentimentos e ideias a fim de conhecer os sentimentos e ideias dos outros. A empatia nos ajuda a viver melhor em sociedade, a trabalhar melhor em equipes, valorizando as contribuições únicas que cada indivíduo pode trazer. Quando apreciamos as motivações, medos, pontos fortes e fraquezas dos outros, podemos atuar em conjunto para a resolução de problemas complexos que afetam a todos nós. Nesse sentido, é também a alma do processo democrático. Portanto, a empatia – o conectar-se com aquilo que lhe é externo, mas lhe toca profundamente – é uma habilidade-chave da vida em sociedade e ainda mais relevante para participar de um mundo globalizado e em constante mudança como o de hoje.” INSTITUTO ALANCA; ASHOKA. 2015.