O que VALE uma vida?

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O ser humano é fruto do meio e por conseguinte, não pode dar as costas para o que acontece em seu entorno. Assim sendo, enquanto escola e portanto, como co-participante do processo de formação, não apenas da personalidade, bem como da formação crítica dos alunos, faz-se necessário abrir possibilidades para que o corpo discente, expresse suas opiniões, amadureça suas ideias, busque se inteirar das coisas que acontecem, para que tenham condições de não apenas defender suas ideias e opiniões, mas também que consiga redigir de forma coerente, ordenada, coesa e em sintonia com os fatos e propostas apresentadas.

Dentro desta perspectiva, a professora de Português, Josimery Nogueira, a partir das atividades contempladas no Projeto: Passaporte da Leitura – “Ler é hábito: Basta começar!”, desenvolvido com os alunos do 6º ao 8º anos, permitiu que os estudantes do oitavo ano do Ensino Fundamental II, na modalidade de mesa redonda, cujo título: O que VALE uma vida? – elaborado pela aluna Luísa Marcossi – debatessem e discutissem a temática acerca de um triste capítulo da história do país, no que diz respeito a desastres ambientais e suas consequências, com enfoque em rompimento de barragens, tema muito próximo, devido aos desastres anteriormente ocorridos em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte e também o da SAMARCO, em Mariana, ambos em Minas Gerais, estado em que Congonhas está situada e em cujas terras,  também hospeda uma barragem de rejeitos.

Tal abordagem se fez necessária pelo fato de ser um assunto que causou uma comoção muito grande, não somente entre os mineiros, mas entre os brasileiros de forma geral. As mineradoras estão cada vez mais explorando e como afirma a professora “é possível verificar no caso do rompimento da barragem de rejeitos, o meio ambiente afetado pelo acidente envolveu (e continua envolvendo) não só a natureza da região, mas também as pessoas que habitavam nela, seu espaço físico e ainda, a memória e a economia local“, portanto, é irrefutável dar voz a estas questões.

A proposta da atividade, que foi desenvolvida a partir de um fato relevante, exige que seja dada abertura para que a temática seja debatida dentro da escola. Dentro desta mesma linha, com grande repercussão, foi noticiada a poesia da aluna Helena Silva Dias de Moura, do 5º ano do Ensino Fundamental I, que com apenas 10 anos de idade, se destacou em diversos jornais e sites do país, por sua sensibilidade e compaixão com aqueles que, indiscutível e diariamente, se solidarizam com as vítimas e as famílias envolvidas nestas tragédias, que deixam marcas, ocasionam danos e causam perdas irreparáveis, como o noticiado aos vinte e dois dias de março, dia em que é comemorado o Dia Mundial da Água, ao informar que estudos realizados pela Fundação SOS Mata Atlântica, alertaram sobre a contaminação do rio São Francisco, cujas águas, já são impróprias para o consumo da população, uma vez que em alguns pontos, a falta de transparência da água – turbidez – está até seis vezes maior do que o permitido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente.

Desta forma, assim como as notícias são veiculadas a uma velocidade espantosa, não há como barrar que tais temáticas sejam discutidas no contexto escolar. Afinal, os meios de informação, se assemelham ao estourar dos milhos de pipoca aquecidos e diante de tudo que chega, é preciso sim questionar, o que VALE uma vida?

 

Título: Luísa Marcossi.

Modalidade: Mesa Redonda

Professora: Josimery Nogueira

Texto: Márcia Seabra.

Assuntos abordados: Tragédia de Mariana, Tragédia de Brumadinho e Barragem de Congonhas (Congonhas Minério, antiga CSN).

 

Texto supracitado:

Estudante do Colégio Nossa Senhora da Piedade faz poesia e recebe homenagem do Corpo de Bombeiros de Brumadinho.

 

Mesa Redonda:

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