Navio Negreiro: uma aula que ficou para a História

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Em mais uma de suas aulas que visam permitir ao aluno ter a sensação de viver a história, nesta mostra ocorrida aos quinze dias do mês de outubro, orientados pelo professor Warlen Guerra, os alunos do 1º ano do Ensino Médio, tiveram a oportunidade de participar de uma aula prática que visou recriar as sensações sentidas no Navio Negreiro. Leiam o depoimento da aluna Camila Leão sobre a atividade:

“Se torna mais fácil aprender, memorizar e, principalmente, internalizar um conhecimento durante uma experiência prática. Desse modo, passar por uma simulação de como funcionava um navio negreiro foi fundamental para sentir e vivenciar a matéria.
O estudo se tornou muito mais divertido por ser transmitido através de uma atividade lúdica, porém, a sensação foi desesperadora! Atamos nossas mãos com barbantes, para representar as correntes. Nossos braços ficaram doloridos ao longo da atividade, que durou pouquíssimo tempo em relação a realidade histórica estudada, fazendo-nos imaginar como deveria ser angustiante passar por isso durante um longo tempo. Outra situação desesperadora foi estar em uma fila, totalmente apertados e desconfortáveis, como era no passado; os escravos ficavam aglomerados, sem condições básicas. Passamos pelo mesmo: o professor nos guiou, simulando o movimento do navio, em que o transporte às vezes se tornava tão rápido e movimentado que acabamos pisando nos pés uns dos outros, nos empurrando, nos sentindo claustrofóbicos por estarmos nas supracitadas condições. Para piorar a situação, ganhamos bala no início da aula teórica, o que nos deixou com sede, e sem possibilidade de beber água durante a dinâmica; semelhante a situação do passado, em que os escravos, ao revelarem a necessidade de beber água, eram forçados a ingerir melaço, o que aumentava a sede e fazia mal para o intestino deles.
Por fim, passando por toda essa experiência assustadora, simulando estar em um ambiente com mais pessoas do que o recomendado e passando pelo susto de viver tais coisas, acabamos por ansiar urgentemente o momento em que estaríamos soltos, beberíamos água, sentiríamos as mãos livres, e respiraríamos com mais calma e menos tensão.
Em resumo, nossa ótica perante a matéria foi completamente transformada! Logo de princípio, mudar o ambiente tornou o saber recreativo, atraindo nosso olhar e promovendo a curiosidade, por ser uma proposta diferente do usual. Percebe-se também que proporcionar uma atividade como essa aos alunos é uma forma jovial e criativa, que além de objetivar a exemplificação de um contexto histórico, serve de valor moral e alusão para situações e temas relacionados a tal contexto. A atividade prática marcou o aprendizado de cada um de nós, na posição de alunos, cumprindo com sucesso sua interessante proposta”

Vejam fotos da rica e inesquecível experiência: