Adolescentes desprendem-se de seus smartphones

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Após assistirem ao filme Náufrago, os alunos da 1ª série do Ensino Médio foram convidados pelo professor de História Warlen Guerra a realizarem uma atividade que proporcionou uma curiosa vivência.

Primeiramente, realizaram anotações traçando paralelos entre o filme e o conteúdo estudado em aula: a Pré-história. Com base nas anotações, cada estudante redigiu uma resenha, estabelecendo correlação entre o personagem e os períodos Paleolítico e Neolítico.

A segunda etapa da aula contou com uma atividade lúdica. Os alunos foram convidados a desprenderem-se de seu maior bem tecnológico: os celulares. Como no filme em que o personagem interpretado por Tom Hanks teve que se reinventar, o professor propôs ao alunos uma situação em que também precisariam se desapegar e fazer o “sacrifício” de ficarem por algumas horas longe das redes sociais.

Aceito o desafio, os celulares foram entregues à Coordenadora Pedagógica Celeste Cordeiro numa consciente atitude de pensar além, de pensar fora da caixa.

 

“Sabemos que não é fácil, principalmente para os adolescentes, ficar alguns minutos desconectados”, explicou a coordenadora. Após realizarem esta atividade, os alunos puderam resgatar o diálogo direto, a possibilidade de ir ao encontro do outro e interagir diretamente, o olho no olho, uma vez que muitos exageram no tempo em que ficam com os olhos fixos na telinha.

Para a aluna, Isabela Xavier Mendes, que  alegou “não conseguir dormir, se não estiver acompanhada por seu precioso bem”, a atividade foi uma verdadeira surpresa.

Mais do que assimilar o conteúdo em questão, os adolescentes puderam perceber que sobrevivem sem seus inseparáveis smartphones e que é possível sim, desligarem-se deles por alguns momentos e que o resultado, o diálogo olho no olho, a proximidade real, pode ser muito bom.

 

Algumas fotos que registram o momento: